Felizes os amigos que podem ler nossos melhores textos - aqueles que nunca se atreveríamos a publicar.
Feliz é a adolescência, onde tudo é fugás e devasso, onde podemos sorrir até nos dias mais chuvosos, e quando geralmente um dia de sol basta para nos alegrar.
Feliz foi a adolescência, a época em que a dureza do tempo ainda não nos atingia.
Feliz estou eu, que mesmo fatigado pela vida ainda consigo sorrir ao acordar de um pesadelo e perceber que era apenas sonho meu que se despedaçou.
Encontre algo que te leve ao paraíso, e venere-o como se fosse único.
Mas nunca faça dele algo indispensável e rotineiro, pois um dia, quando menos se espera...
Você acorda.
terça-feira, 29 de setembro de 2009
quinta-feira, 24 de setembro de 2009
Tira meu sorriso dessa face
Tira meu sorriso dessa face. Tão minha que é estranho ver em outro rosto uma expressão que me parece normal apenas em um espelho.
Mas tira meu sorriso dessa face já. Espalha-o pelas janelas, ilumina as vidraças, envaidece o sol, acende meu dia, aquece minh'alma.
Tira meu sorriso dessa face, pois ele pertence a todas as musas. Pertence a cada uma delas e aos meus sonhos - que ultimamente têm estado sob teu domínio também.
Então tira meu sorriso daí, me devolve para que para outras eu possa sorrir, mesmo que no fundo este sorriso seja só teu, e que só contigo ele seja pleno.
Mas espera. Esse brilho... esse fundo castanho. São teus olhos, e esse rosto estranho não passa do meu próprio rosto, assim como esse sorriso ainda é o meu. Mas parecem tão diferentes, o mundo ficou tão diferente refletido em ti, visto pelos teus olhos.
Não, não devolva meu sorriso, deixa ele aí, que fica muito melhor refletido em teus olhos do que jamais havia sido no mundo real.
24 de Setembro de 2009
Mas tira meu sorriso dessa face já. Espalha-o pelas janelas, ilumina as vidraças, envaidece o sol, acende meu dia, aquece minh'alma.
Tira meu sorriso dessa face, pois ele pertence a todas as musas. Pertence a cada uma delas e aos meus sonhos - que ultimamente têm estado sob teu domínio também.
Então tira meu sorriso daí, me devolve para que para outras eu possa sorrir, mesmo que no fundo este sorriso seja só teu, e que só contigo ele seja pleno.
Mas espera. Esse brilho... esse fundo castanho. São teus olhos, e esse rosto estranho não passa do meu próprio rosto, assim como esse sorriso ainda é o meu. Mas parecem tão diferentes, o mundo ficou tão diferente refletido em ti, visto pelos teus olhos.
Não, não devolva meu sorriso, deixa ele aí, que fica muito melhor refletido em teus olhos do que jamais havia sido no mundo real.
24 de Setembro de 2009
quinta-feira, 17 de setembro de 2009
?
What if I wake up someday and you're not by my side?
What if when I need you the most you're just somewhere else?
and when I feel your shoulders are the ones to lay my fears on?
will you give me redemption anytime I ask?
Can you hold my hand when the thunder strucks me?
Can you be the brightest star of my sky?
and when the torment takes over my happiness?
will you hold me tight and wait 'till it goes away?
It's not like I'm asking anything big.
What if when I need you the most you're just somewhere else?
and when I feel your shoulders are the ones to lay my fears on?
will you give me redemption anytime I ask?
Can you hold my hand when the thunder strucks me?
Can you be the brightest star of my sky?
and when the torment takes over my happiness?
will you hold me tight and wait 'till it goes away?
It's not like I'm asking anything big.
sexta-feira, 4 de setembro de 2009
Perseverança
Ao longe o andarilho solitário caminhava ao sol, os passos cansados mas ainda firmes, de quem já andara muito e ainda tinha muita estrada pela frente.
As roupas sujas, manchadas e descoloridas, calças rasgadas e toda sorte de cicatrizes as quais ele não lembrava como conseguira.
O sol em seu rosto não perdoava, incidindo com força, cegando-o.
Cegavam-no também as lágrimas em seus olhos, contrastando com um sorriso puro, que há muito não aparecia por baixo da armadura.
Cada lágrima era um peso a menos em suas costas, um arrependimento a menos em seu passado, e evocava-lhe apenas boas memórias.
Havia provado inúmeras marias, cada qual com sua beleza e requintes, cada qual com seu preço.
Sabia que a jornada ainda seria longa, e obstáculos inúmeros, mas pela primeira vez o choro que lhe cegava não era de tristeza, perda ou impotência.
Era de alegria.
Havia encontrado a Maria que poderia, enfim, completá-lo.
As roupas sujas, manchadas e descoloridas, calças rasgadas e toda sorte de cicatrizes as quais ele não lembrava como conseguira.
O sol em seu rosto não perdoava, incidindo com força, cegando-o.
Cegavam-no também as lágrimas em seus olhos, contrastando com um sorriso puro, que há muito não aparecia por baixo da armadura.
Cada lágrima era um peso a menos em suas costas, um arrependimento a menos em seu passado, e evocava-lhe apenas boas memórias.
Havia provado inúmeras marias, cada qual com sua beleza e requintes, cada qual com seu preço.
Sabia que a jornada ainda seria longa, e obstáculos inúmeros, mas pela primeira vez o choro que lhe cegava não era de tristeza, perda ou impotência.
Era de alegria.
Havia encontrado a Maria que poderia, enfim, completá-lo.
domingo, 30 de agosto de 2009
Já te aconteceu?
Acontecia sempre a mesma coisa:
Ele fazia planos, sorria, a inspiração vinha avassaladora e ele se via a compor mentalmente, na falta de papel ou algo para escrever.
E escrevia as coisas mais incríveis que conseguia imaginar, deleitava-o a expectativa da crítica alheia.
Mas inevitavelmente, antes ou depois de mostrar seus textos a outros, um balde de água fria, algum ato que não ia conforme ele imaginara. A decepção invadia e mudava tudo, ele se sentia vazio, seu texto parecia vazio, apenas um amontoado de mentiras dando falsas impressões para quem lia.
Platonicidade distorcida, não conseguia decidir se tudo dava certo em sua mente, e a realidade é que não correspondia ou se era o contrário, e por mais que as pessoas agissem de modo correto, em sua cabeça tudo era caos e decepção.
Foi pensando nisso que ele começou a escrever em terceira pessoa, como se contasse a história de outro, desse modo era mais fácil se abrir, e sentia menos necessidade de se explicar quando seus textos perdessem o sentido.
E enquanto escrevia esse texto ele resolveu não mais ter medo de se decepcionar, afinal a decepção só vinha se, em algum momento, ele tivesse sido feliz.
Nem se importaria tanto com o significado do que escrevesse, ele era tão verdadeiro quanto o leitor quisesse, além do mais, já havia escrito para muitas, e ainda escreveria para outras mais.
Ele fazia planos, sorria, a inspiração vinha avassaladora e ele se via a compor mentalmente, na falta de papel ou algo para escrever.
E escrevia as coisas mais incríveis que conseguia imaginar, deleitava-o a expectativa da crítica alheia.
Mas inevitavelmente, antes ou depois de mostrar seus textos a outros, um balde de água fria, algum ato que não ia conforme ele imaginara. A decepção invadia e mudava tudo, ele se sentia vazio, seu texto parecia vazio, apenas um amontoado de mentiras dando falsas impressões para quem lia.
Platonicidade distorcida, não conseguia decidir se tudo dava certo em sua mente, e a realidade é que não correspondia ou se era o contrário, e por mais que as pessoas agissem de modo correto, em sua cabeça tudo era caos e decepção.
Foi pensando nisso que ele começou a escrever em terceira pessoa, como se contasse a história de outro, desse modo era mais fácil se abrir, e sentia menos necessidade de se explicar quando seus textos perdessem o sentido.
E enquanto escrevia esse texto ele resolveu não mais ter medo de se decepcionar, afinal a decepção só vinha se, em algum momento, ele tivesse sido feliz.
Nem se importaria tanto com o significado do que escrevesse, ele era tão verdadeiro quanto o leitor quisesse, além do mais, já havia escrito para muitas, e ainda escreveria para outras mais.
segunda-feira, 24 de agosto de 2009
Sutilmente se encaixe
I could hold your hand and carry you
I could support you trough the winter with only my failed jokes
Could even look back everytime you walked away,
and tell everyone you were the one
And I could find some time to spend watching our sky
Could refuse every paradise they could offer me
Knowing that yours is better, without even proving it
But you should ask yourself what do you really want, cuz I could be perfect,
or I could be true.
guess i'd find the answer under your skin.
I could support you trough the winter with only my failed jokes
Could even look back everytime you walked away,
and tell everyone you were the one
And I could find some time to spend watching our sky
Could refuse every paradise they could offer me
Knowing that yours is better, without even proving it
But you should ask yourself what do you really want, cuz I could be perfect,
or I could be true.
guess i'd find the answer under your skin.
sábado, 22 de agosto de 2009
The foolish duck/Quase sem querer
O dia claro e frio, o sol a brilhar.
O reluzir ofuscante da manhã em meus olhos não mais alegra-me por efeito das memórias do teu sorriso, apenas alegra-me inocentemente, melancolicamente - reflexos da tormenta interior a qual eu insisto em considerar resolvida, mas não me convenço totalmente.
Em minha cabeça as expectativas que tive e não realizei parecem grandes demais para suportar, parecem feitas para me convencer a desistir.
Finalmente é chegada a hora fatal, em que o desgaste é irreversível e o certo seria dizer adeus. Inadvertidamente, como eu já esperava, sou tomado pela infinita esperança inerente aos tolos e resolvo insistir, sabendo de antemão os resultados mas, novamente um tolo, iludo-me.
O dia em que tomo tal decisão é também o dia em que dou o braço a torcer, e admito a razão ser subserviente à emoção.
Na hora em que faço isso, subitamente uma música me vem à cabeça, assim como a vontade de te perdoar e de jogar o nosso jogo à sua maneira.
"...tenho andado distraído, impaciente e indeciso. E ainda estou confuso mas agora é diferente, estou tão tranquilo e tão contente..."
Mas também, que chance teria eu com as rosas, se não me acostumasse aos espinhos?
O reluzir ofuscante da manhã em meus olhos não mais alegra-me por efeito das memórias do teu sorriso, apenas alegra-me inocentemente, melancolicamente - reflexos da tormenta interior a qual eu insisto em considerar resolvida, mas não me convenço totalmente.
Em minha cabeça as expectativas que tive e não realizei parecem grandes demais para suportar, parecem feitas para me convencer a desistir.
Finalmente é chegada a hora fatal, em que o desgaste é irreversível e o certo seria dizer adeus. Inadvertidamente, como eu já esperava, sou tomado pela infinita esperança inerente aos tolos e resolvo insistir, sabendo de antemão os resultados mas, novamente um tolo, iludo-me.
O dia em que tomo tal decisão é também o dia em que dou o braço a torcer, e admito a razão ser subserviente à emoção.
Na hora em que faço isso, subitamente uma música me vem à cabeça, assim como a vontade de te perdoar e de jogar o nosso jogo à sua maneira.
"...tenho andado distraído, impaciente e indeciso. E ainda estou confuso mas agora é diferente, estou tão tranquilo e tão contente..."
Mas também, que chance teria eu com as rosas, se não me acostumasse aos espinhos?
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